23.11.09

poesia sem nome


O que não morre quando quero que morra;


Que sofre quando não quero que sofra;


Que sopra forte quando espero brisa;


Que arrasa tudo e antes nem me avisa -


Que é isso que me destrói?


Se é isso que chamam amor,


Minha nossa como dói.


 


Fabricio Couto Martins


http://fabricioblogbrazil.spaces.live.com

chumbo nas nuvens


 

Chumbo nas nuvens


Como eu queria poder
descansar minha cabeça
pesada de chumbo
num travesseiro de nuvens...
E quem dera o chumbo pudesse se sustentar
sobre as nuvens brancas...
quem dera eu pudesse
sonhar sonhos leves como algodão
ou refrescantes flocos de neve...
quem dera agora eu pudesse
deixar que o vento me carregasse e,
lenta e calmamente me entregasse
a cantos mais tranqüilos
e serenos da vida...


 


 Fabricio Couto Martins


http://fabricioblogbrazil.spaces.live.com

19.11.09

A idade da razão


"Uma vida pensou Mathieu, é feita de futuro.

Era ele que eles  tinham esperado vinte anos, era dele, desse homem cansado, que uma criança dura exigira a realização de suas esperanças; dependia dele que os juramentos infantis permanecessem infantis para sempre, ou se tornassem os primeiros sinais de um destino.

Seu passado sofria sem cessar os retoques do presente; cada dia vivido destruía um pouco mais os velhos sonhos de grandeza, e cada novo dia tinha um novo futuro; de espera em espera, de futuro em futuro, a vida de Mathieu deslizava docemente... em direção a quê? Em direção a nada."

 

 

A idade da razão,de Jean Paul Sartre.

 

Sim ou Não


Escolhas são excludentes,


Para todo sim, existe um não.


Simone de Beauvoir

impressionismo


 

O Impressionismo no contexto histórico-artístico-cultural

O Ocidente, entre final do século XVIII e início do século XIX, é varrido por uma onda de revoluções liberais.
Toda esta situação vem provocar mudanças, principalmente na política, verificando-se uma maior estabilidade, devido ao triunfo das democracias liberais européias e à consolidação da burguesia. 
Contudo, as cidades tornam-se símbolos da vida moderna, com os seus caminhos-de-ferro, novos processos de comunicação, novos meios de transporte.Também se verifica a intensificação da vida noturna, sendo que as sociedades se tornaram mais otimistas e amantes do que é moderno. Ou seja, há uma urbanização intensa das principais cidades européias.
Durante o período que ficou conhecido como Belle Époque, a França era um país sem muitos problemas. Entre 1875 e 1914, verificam-se, então, algumas alterações:
- Crescimento das cidades, tendo Paris como protagonista;
- Canalizações, esgotos, estações e mercados, bem como parques, boulevards e edifícios públicos (ópera) são algumas das obras realizadas;
- A iluminação vem permitir a circulação à noite, sendo, então, possível as exposições estarem abertas até mais tarde;
- Os cafés continuam a ser o centro da vida pública e das tertúlias artísticas e literárias.
 Outras características deste período são o Capitalismo e a industrialização em ascensão, bem como o avanço das ciências e técnicas. São criações desta época o telefone, a eletricidade, o cinema e a fotografia, grandes símbolos de Modernidade. 
Começam a organizar exposições universais, para apresentar as inovações. 
Paris torna-se o centro da vida artística e cultural ocidental. 
Na arte verificaram-se diversas alterações, que mudaram o sentimento do artista perante a obra de arte e, também, perante a Arte em geral. 
Verificam-se um afastamento da Arte em relação ao religioso e político, numa tentativa de aproximação ao indivíduo, enquanto criador e consumidor. Para tal, foi instalado um mercado de arte e estabelecido um círculo de críticos de arte. 
Verifica-se uma revolução nas técnicas, nos objetivos. Acontece, então, o inédito. Surgem duas Tendências Artísticas: 
Por um lado, o conservadorismo acadêmico, os que se diziam os guardadores da verdadeira arte. 
Por outro, os que desejavam inovar, os que estavam sujeitos à não-aceitação por parte dos acadêmicos, mas que acabariam por se impor como corrente/escola e que viriam a ser a base da arte do século XX, o IMPRESSIONISMO.
O Impressionismo foi um movimento cultural surgido no século XIX na pintura, tendo esse nome pois o quadro que deu início a esse movimento foi o quadro Impressão, nascer do sol de Claude Monet em 1872
em que Louis Leroy, amigo de Monet, escrever em uma de suas críticas: "Impressão, Nascer do Sol -eu bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha". A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.
O pintor mais reverenciado do Impressionismo para a critica foi, sem sombra de duvidas Claude Monet.
mas ainda podemos destacar a importancia que tiveram Degas, Renoir e Manet.

características da pintura impressionista:





  • A pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam, dependendo da incidência da luz do sol.


  • É também com isto uma pintura instantânea(captar o momento), As figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro passando a ser a mancha/cor.


  • As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena.


  • As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário,devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica.

características do impressionista:





  • Rompe completamente com o passado.


  • Inicia pesquisas sobre a óptica/ efeitos(ilusões) ópticas.


  • É contra a cultura tradicional.


  • Pertence a um grupo individualizado.


  • Falam de arte, sociedade, etc: não concordam com as mesmas coisas porém discordam do mesmo.


  • Impressão, nascer do sol de Claude Monet em 1872

16.11.09

Cubismo









O Cubismo é um movimento artístico, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque.

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes. Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis

Principais características


  • geometrização das formas e volumes;

  • renúncia à perspectiva;

  • o claro-escuro perde sua função;

  • representação do volume colorido sobre superfícies planas;

  • sensação de pintura escultórica;

  • cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

LiteraturaOs princípios do cubismo aparecem na poesia. Desmonta-se a linguagem em busca da simplicidade e do que é essencial à expressão. 
O resultado são
palavras soltas, escritas na vertical, sem a tradicional continuidade. O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), que influencia toda a poesia contemporânea.Ao dispor versos em linhas curvas, transforma-se em precursor do concretismo.

13.11.09

Paixão


"Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença".