13.5.10

La luna


Io vorrei che sulla Luna
ci si andasse in bicicletta
per vedere se anche lassù
chi va piano non va in fretta.


Io vorrei che sulla Luna
ci si andasse in ciclomotore
per vedere se anche lassù
chi sta zitto non fa rumore.


Io vorrei che sulla Luna
ci si andasse in accelerato
per vedere se anche lì
chi non mangia la domenica
ha fame il lunedì.


 


 

11.5.10

Escafandro e a borboleta


É a autobiografia de Jean-Dominique Bauby.
Jean-Dominique Bauby era um jornalista talentoso, Redator-chefe da revista Elle francesa, tinha três filhos que quase não via, um pai inválido, que visitava anualmente, casos de amor aos quais não imprimia nenhuma paixão e o contrato para um livro que não escrevia. Então aconteceu um acidente vascular cerebral.


Aos 43 anos, Bauby ficou completamente paralisado, mas sua consciência permaneceu intacta.
Essa condição é denominada
Síndrome do Encarceramento.
Sua principal característica é que o paciente retém todas as faculdades mentais: memória, raciocínio e os sentidos. O único músculo a se mover, e o meio de comunicação , era aquele que movimentava  a pálpebra do olho esquerdo, seu vínculo com a vida, com os outros com o mundo.


Bauby escreveu o livro usando apenas uma pálpebra. Toda manhã, compunha na cabeça a página que ditaria. Mais tarde, sua assistente recitava o alfabeto na ordem de freqüência da língua francesa. Bauby piscava quando queria uma letra. Foi assim, letra por letra, que ele escreveu sobre sua condição. Bauby supera qualquer expectativa. Em seu mutismo, fervilha de emoções e idéias. Consegue transpô-las num estilo ora cínico, ora lírico. O habitante do escafandro se revela um prodigioso observador do ambiente, um comentarista desligado do tempo e do espaço, misturando memórias, sonhos e imaginação


O Escafandro e a Borboleta é um relato de como é estar aprisionado em seu próprio corpo... E como sua imaginação o fez livre novamente.


É um testamento em prol da liberdade do encanto da mente humana, mesmo que ela esteja encerrada na mais medonha das prisões


 






 


 



 

2.5.10

Se tu fossi quì


Se tu fossi quì adesso io saprei cosa fare .


Se tu fossi quì non mi nasconderei davanti agli occhi tuoi.


Ti direi quello che non ti ho detto mai, sceglieri i momenti giusti da ricordare, se tu fossi quì...


A volte basta una parola per stare bene a metà fra l'emozione e la paura d'amarsi in questa eternità .


Se tu fossi quì io non impazzirei per questo amor


 

20.4.10

filosofia


“... é preciso compreender que nunca existirá uma filosofia justa no sentido de um sistema absolutamente perfeito, uma filosofia capaz de responder a todos os interrogantes e de solucionar todos os enigmas da existência humana.” (Rudolf Bultmann)

o tempo perdido


Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.
Bati segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.

A
casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando pela dor de chamar e não ser escutado.

Simplesmente bater. O eco devolve minha
ânsia de entreabrir esses paços gelados.
À noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.

O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.

Carlos Drummond de Andrade

loucuras


Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras.

feliz


“O tempo que se passa rindo, é um tempo que se passa com os deuses.”